Há dias falávamos de filhos. Num futuro longínquo claro. Surgiu então a pergunta de "qual seria a tua reacção se o teu filho quisesse ser funcionário da EMEL?". Respondi sem hesitar que seria de o apoiar. Mas realmente é uma profissão mal aceite, mal encarada e, por muitos, quase odiada! Então, como reagiria eu se o meu filho quisesse ser funcionário da EMEL? Ou homem do lixo? Ou empregado doméstico (independentemente do sexo)?
A vida é feita de escolhas... Algumas piores, outras melhores, mas as escolhas estão sempre lá. E aqui não há nada mais simples que um único objectivo final. Por muitas voltas que possamos dar e por muitos argumentos que possamos apresentar, a meta final, ao tomar uma decisão, é a busca da felicidade. Não sejamos hipócritas nem mentirosos, há profissões das quais não gostamos e há decisões que rezamos a Deus, seja ele quem for, para que os nossos filhos não as tomem. No entanto não há nada mais sagrado do que a felicidade. É o nosso Deus mais tangível, a nossa busca mais insaciável e, como se costuma dizer, é quando corremos por gosto e nunca, ou quase nunca, nos cansamos. Independentemente das escolhas que façamos, o Homem demonstra uma capacidade imensa de retirar da mais estranha das situações um prazer inigualável que o leva a alcançar esse bem tão preciso de que falo. Há quem goste do ar, há quem goste da água, há quem goste do fogo e há até quem goste da terra. Há tanta gente que gosta de tanta coisa. A nossa pequenez como indivíduos ofusca a grandeza que demonstramos como sociedade. Porque é que temos de nos amarrar a vontades, a estereótipos, pressões ou mesmo a financiamentos externos para tentarmos ser felizes?
A busca da felicidade é, na realidade, o maior de todos os nossos objectivos, ou melhor, todos os outros objectivos são um meio para chegar à felicidade. E é isso que queremos, de uma maneira ou de outra. Não há real e puro altruísmo no seu sentido comummente utilizado. O problema é que a busca da felicidade é, na sociedade que nos rodeia, um percurso feito de fora para dentro. Na realidade temos é de fazer um caminho de dentro para fora.
Não devemos deixar que o Mundo nos diga o que fazer para sermos felizes. Temos de dizer ao Mundo o que queremos fazer, para que nele possamos ser felizes.
"Claro que sim filho. Se realmente queres, é o que serás!"
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